Vida alternativa, Work exchange

Work exchange: uma alternativa!

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No começo do mês fui parar no Sri Lanka atrás de uma experiência que estava no meu check list sabático: trabalhar em troca de alimentação e hospedagem, conhecido como work exchange! E desde que comentei isso com amigos brasileiros e amigos de todos os continentes que fiz no ashram, vi que muita gente não conhecia esta opção, então ESTE POST CONTÉM DICAS!

Work exchange é uma ótima alternativa para viagens low budget, você trabalha algumas horas por dia em troca de hospedagem e algumas refeições e ainda tem tempo de sobra pra turistar e curtir! Conheci gente trabalhando em hostels por meses, surfistas que escolhem uma praia, se candidatam a um work exchange e passam 4 meses surfando e trabalhando algumas horas por dia, recebendo estadia e alimentação sem gastar com nada! Sim, é uma forma de viver alguns meses explorando um lugar novo!

Eu escolhi o worldpackers, pois além do site, eles tem o aplicativo pra escolher e gerenciar as vagas (ela é tecnológica, ela),  paguei US$50 de anuidade (pra um ano viajando vale muito), e minha primeira experiência foi mara! Fiquei em um hostel na praia de Mirissa no Sri Lanka por 2 semanas trabalhando 20 horas semanais em troca de hospedagem, café, almoço e jantar (as refeições eram muito maravilhosas, sérião!). Isto é, em 2 semanas de estadia nesta praia lynda, gastei apenas com água de coco, aulas de surf e bebidas nas baladas a noite. O trabalho era bem tranquilo de gerenciar as mídias sociais e os reviews nos sites de reserva, e combinei uma carga horária de 4 horas nas manhãs de segunda a sexta, o resto do dia e fim de semana eu estava livre, podia ir pra outras praias, visitar outras cidades e até assistir a segunda temporada de Stranger Things nos dias de chuva. Comi muito bem, fui muito bem tratada pelo staff, pude dar umas aulas de yoga no hostel e ainda fiz muitos amigos, pois a cada 3 dias era uma turma totalmente nova que se hospedava no hostel e saía comigo pras praias e baladas.

As opções de trabalho em hostel variam conforme sua experiência, tem vaga pra videomaker, pra artista grafitar mural, pra desenvolvedor de site, bartender, recepção, DJ, chef de cozinha, administrativo, mas se não tiver estas experiências há opções para limpeza e help na cozinha também! No worldpackers você pode escolher trabalhar em hostel, voluntariar em projetos sociais, ou ainda trabalhar em ecovilas e permaculturas aprendendo estes temas. Nos 3 modelos o voluntário ganha acomodação e ao menos 1 refeição ao dia, dependendo da proposta.

Similar ao worldpackers tem o workaway, onde a anuidade é mais barata – US$ 32 e ainda tem uma opção para se cadastrar como casal e encontrar oportunidades de trabalho para os dois juntos (mas no caso aqui eu tô na pixta mesmo). Nas minhas pesquisas achei que o workaway tinha mais oportunidades sociais e menos oportunidades em hostel, e minha intenção era conhecer o trabalho em hostel, então depende do intuito de cada um ao procurar. No workaway as categorias se dividem em ONGs, fazendas, comunidades, cuidados com animais e escolas. Com certeza testarei uma destas categorias e o workaway mais pra frente.

Tanto o worldpackers quanto o workaway possuem oportunidades no mundo todo, inclusive no Brasil, sim Braseeeellll, dá pra começar viajando por aí mesmo, gastando apenas com o transporte!! Ou se quiser se jogar na carona, nem isso! Mas tem um site especializado em Brasil: o worknomads, que nunca usei mas já amo, afinal tem uma oportunidade lá em Alter do Chão (ô glória!), neste o valor para usar um semestre é de R$87.

Para trabalhar em fazendas em troca de hospedagem e alimentação, acredito que o maior portal de oportunidades para aprender e contribuir em fazendas orgânicas seja o WWOOF, eles são uma organização presente no mundo todo que conecta fazendeiros e voluntários em prol de um mundo mais sustentável. Aqui não basta apenas contribuir com a anuidade de US$35, precisa também ter os mesmos propósitos em prol da sustentabilidade, é uma maneira de aprender e contribuir para um mundo mais sustentável e justo, vai além de um simples trabalho. Geralmente as oportunidades duram mais semanas ou até meses. Tá na minha listinha sabática também trabalhar em uma fazenda na Itália pelo wwoof, na colheita de uvas ou olivas, vamos ver se dá certo ano que vem! Daí eu conto!

Encontrei também nas pesquisas o teachandhost, mas ele é focado em Europa e América e você se hospeda na casa das pessoas em troca de ensinar algo a elas, geralmente estão interessados em aprender línguas. Achei o site mais bagunçado e falta informação sobre os anfitriões, então não sei se me arriscaria neste.

Agora, se a idéia é viajar, não gastar, mas também não trabalhar at all: couchsurfing! Aqui você se cadastra, escolhe o lugar que vai viajar, se conecta com pessoas que vivem lá e hospedam de forma gratuita e vai! Geralmente são pessoas que adoram fazer amigos, conversar sobre viagens, aprender línguas novas, conhecer e compartilhar culturas. Definitivamente a opção de hospedagem mais barata pra estadias curtas!

 

 

5 comentários em “Work exchange: uma alternativa!”

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