Reflexões

nem tudo são flores

73F0C0F7-E6F8-4627-8BD4-AAB93FD3C96C.jpegFaltava coragem pra postar uma fragilidade, acho que muito por medo do julgamento “nossa, mas ela tá viajando o mundo e tá reclamando?”…sim…quando viajamos nem tudo são flores….
Estes dias estive mais vulnerável, mais ainda com a tpm e após 21 dias de uma jornada com yoni egg após o #poderesdofeminino que mexeu muito comigo (dá um google aí, meu bem, pra entender), mas estar vulnerável e se entregar a estes sentimentos sem máscaras no fundo é tão bom, né?
E foi lendo o depoimento de outra viajante no instagram que resolvi encarar este sentimento, terminar o texto e postar…quem sabe, assim como ela me trouxe um sentimento de #tamojunto, eu também não desperte este sentimento em tantos outros.
Viajar sozinha na Ásia exige FORÇA. Nestes 6 meses passei por lugares paradisíacos, lugares de forte energia, hostels sujos, coincidências, alunos me aguardando pro yoga, sonhos, confissões, novas amizades, pobreza escancarada, amores de verão, fim de romance com dor no coração, solidão, medo, festas, fuga de indianos ‪de madrugada‬, alergias, pulgas na cama, sorrisos, cremações a olho nu, abraços em dogs de rua, comida boa, muita pimenta, queimadura séria na perna, paisagens de tirar o fôlego, choques culturais com diversas religiões, dificuldade de comunicação, cansaço do mochilão nas costas e auto-conhecimento puro.
E apesar do grande movimento, escolhi ficar comigo mesma por 7 dias em uma praia no Myanmar na baixa temporada e, apesar do lindo lugar, ficar comigo mesma, meus sonhos e insights foi difícil, mas necessário. Uma semana depois, enfrentei 19 horas em um ônibus pra chegar na capital e tive o pior atendimento em hostel que já tive na vida, fui muito destratada por uma pessoa amargurada, isto em um hostel sujo onde dei de cara com um rato na calçada ao chegar….No meu estado mais vulnerável, às 3 horas da manhã, o choro veio, junto do cansaço e da solidão.
Tem hora que o perrengue é forte, a saudades de casa só aumenta, vontade de estar na minha cama e dormir abraçada com o meu cachorro, comer a comida da minha mãe de domingo e encontrar os amigos no fim do dia.
Mas as fases ruins passam e nos fortalecem, e seguimos explorando o mundo e a nós mesmos!

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