Butão, Roteiros de viagem

Um pequeno país chamado Butão

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Aqui, apenas um breve relato sobre o Butão, mesmo porque em 3 dias não dá pra dizer que se conheceu um país, ainda que este país tenha apenas 40 mil km2 com 70% do território de florestas preservadas e menos de 800 mil habitantes…ainda assim, 3 dias é pouco.

Pra começar, neste sabático tenho dedicado no mínimo um mês pra cada país, mas aqui isto seria impossível, pra visitar o Butão há que pagar uma taxa de US$ 250/dia que inclui guia, motorista, carro, entradas para as atrações, 3 refeições e acomodação em hotel mínimo 3 estrelas… 250 dólares/dia é totalmente fora do meu budget que tem circulado entre US$ 20 e US$ 50 diários, mas estava na minha listinha de sonhos, então vim conhecer os principais highlights por 3 dias e 2 noites.

Aqui não há como chegar ou circular sozinho, não tem hostels, o visto só se consegue através desta taxa diária, isto é, fugiu completamente do meu padrão mochileira, mas eu queria muito conhecer e eu tava tão pertinho… então lá fui eu, com minha guia particular, meu motorista de Tucson e os hotéis luxoooooo….Vim com uma agência de Katmandu, mas tanto Nepal quanto Índia oferecem estes tours de 3 ou 5 dias para o Butão, e os pacotes geralmente englobam o visto e o vôo, além da taxa diária. Também não gastei nada extra, nem troquei dinheiro, só o que faltava, né? Foi meu budget mensal em apenas 3 dias…

O Butão me atraía muito por ser considerado o país mais feliz da Ásia, e um dos mais felizes do mundo (competindo com os países nórdicos) mas o interessante aqui é que o governo (uma monarquia com a 5ª geração de rei no poder) não mede PIB do país, e sim FIB (felicidade interna bruta) avaliada em 33 critérios.

Realmente, pelas ruas das duas cidades que passei, Paro e a capital Thimphu, só encontrei pessoas sorrindo, mas até aí não achei nada diferente das pessoas que encontrei nos Himalaias no Nepal ou das pessoas que cruzei no mês que passei no Myanmar; o que mais me chocou aqui foi a imensa quantidade de verde nas cidades, para onde se olha se encontram árvores e morros completamente preenchidos por pinheiros, as  casas são poucas, lindas e grandes, espalhadas em meio ao verde, e os carros são de porte grande da Hyundai, Mitsubishi, Honda (além de inúmeras concessionárias destas marcas que vi), aqui não há tuk tuk ou carros velhos como os que se encontra em Katmandu, New Delhi, Yangon. Gente, mas não tem farol no país inteiro… sabe farol? sinaleiro? nada! Apenas rotatórias e faixas de pedestres sempre respeitadas por um trânsito que flui bem.

Aqui também não vi pobreza, moradores de rua, sujeira, nada disso, todos na rua estavam bem vestidos com seus Kiras e Ghos (trajes típicos), é um país bem tradicional. Me deparei com fotos do Rei (que tem 38 anos), rainha e o príncipe de 2 anos em todos os restaurantes, hotéis, e outdoors que passei, minha guia me contou com orgulho que também tem foto do Rei em sua casa e que todos adoram o Rei e seu pai que governou até poucos anos atrás, se orgulham do sistema de saúde e educação que possuem, e entendem que o turismo no país é bem caro, mas ajuda na riqueza do país, uma vez que 80% da taxa de US$ 250 é investida em educação e saúde.

Este tour de 3 dias e 2 noites é curto, mas suficiente se seu grande objetivo é conhecer o Tiger Nest (um monastério construído na boca de uma caverna sobre as pedras no alto de uma montanha a 3200m de altitude). Claro que se fizer o turismo de 5 dias, poderá também conhecer alguns vilarejos do interior, que devem ser incríveis!

O Tiger Nest para mim era a grande expectativa da viagem, e realmente é maravilhoso! Uma construção incrível cravada na pedra, em meio a uma imensidão de montanhas verdinhas, uma paisagem surreal, me senti em um quebra-cabeças de 2500 peças, em um conto de fadas, um desenho da Disney!

Pra chegar lá é um trekking, uma subida de aproximadamente 2 horas para visitar o monastério, o morro é inclinado e a subida cansa, finalizando com 700 degraus, mas tranquilona comparada com Everest que enfrentei semana passada, né? O almoço pode ser feito lá na cafeteria mesmo, e se der sorte com o guia, como eu dei, além dele te explicar cada sala e imagem dentro do monastério, você ainda terá tempo de meditar nas salas e ver os rituais dos monges, eu me diverti com os mini monges de 10 anos rindo escondido do ritual do monge tutor deles que era bravo.

Em Paro, cidade onde fica o aeroporto e o Tiger Nest, também dei uma volta pela cidade (pra quem gosta de compras tem muita opção de artesanias) e visitei o Forte, mas o que mais encanta na cidade é a arquitetura das casas, com cada pórtico de madeira decorado à mão, lindo!

(além de algumas casas terem pênis – leia-se pênis, pinto, piroca – desenhado nas portas pois este é um sinal de prosperidade, principalmente em casas de casais recém casados)

Em Thimphu, na capital, que está há pouco mais de 1 hora de carro numa estrada linda, visitei também o Forte, a rua principal de lojas, vi um campeonato de arco e flecha que é o esporte oficial do país e  visitei o Buda Gigante, de 51m todo dourado, vale a pena visitar, lindo, além da vista da cidade de lá de cima.

No Forte, o que valeu a pena foi a história que minha guia me contou, que há pouco mais de 100 anos o Butão era um conjunto de feudos com seus líderes que viviam em guerra, e em 1907 foi coroado o Rei deste Forte (de Thimphu) e sua família governa até hoje (estão na 5a geração), mas é uma história muito nova, pra um país tão evoluído, com emissão de carbono negativa, carros elétricos, saúde de qualidade.

Fora estes pontos turísticos, come-se muito bem e há que se aproveitar os hotéis, que são bem charmosos e alguns com spas com sauna, massagem, etc…

Achei o Butão uma viagem charmosa, boa para casais, faltou um paquera pra me acompanhar lá, principalmente nos hotéis lindinhos! Mas se você tem o seu paquera (ou não como eu), e pensa em investir esta grana, vale a pena conhecer sim!

2 comentários em “Um pequeno país chamado Butão”

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