Reflexões

sobre ficar offline

NY

Como ficamos tão dependentes do celular? Fiquei 3 dias sem o meu, me sobrou tempo, me faltou informação e praticidade, mas a gente se vira né? Valeu pela experiência, pelo tempo e pela reflexão.

Quando comprei minha passagem pra Europa, próxima temporada do sabático, a mais barata tinha uma conexão em Nova Iorque, conexão de 10 horas durante o dia, achei mara, afinal, NY é NY né mores? Então, como eu estava na fase desapego, vendendo meu armário inteiro e as roupas que eu trouxe da Índia, resolvi vender também meu iphone que estava comigo há 14 meses e comprar o mais recente em NY, com a câmera e a bateria melhorados. Entreguei ele há 3 dias pra uma amiga que o comprou, eu não soube fazer o backup, perdi as conversas de whatsapp, mas neste desapego maravilhoso nem liguei!

Mas vocês já experimentaram ficar 3 dias sem celular? É tão fora de rotina que não sei nem explicar. Se bem que em Piracanga mês passado fiquei 10 dias sem, mas lá era outro propósito e fora da rotina habitual, foi mais fácil.

Agora, sobre estes 3 dias em SP sem celular, primeiro eu tinha que entregá-lo na Vila Leopoldina, que é um bairro que não conheço, peguei o carro emprestado da minha mãe e poderia usar o waze, mas pensei, como vou voltar? É tão viciante que nunca mais me locomovi em SP sem waze, nem reparo mais em placa. Mas pra não ficar toda lost por SP, meu pai ainda fez o favor de vir comigo e dirigir. Beleza, celular entregue, aproveitei pra pegar meu passaporte na Lapa, e voltei pra casa pra fazer a mala.

Aquela mala confusa né? Roupa de praia pra Grécia, seguido de roupa de trekking pro caminho de Santiago, seguido de roupa de inverno pesado pra aguentar oquase ZERO grau previsto na Islândia em novembro. A toda hora eu me pegava procurando o celular, pra tudo: checar o whatsapp, ver a hora, fazer stories, buscar a temperatura, colocar uma música… “ah! lembrei! estou sem celular” bom que arrumei a mala mais rápido e sem interrupções. Como o tempo rende sem celular, gente!

Aí, antes de ir pra Guarulhos, anotei no bom e velho caderninho tudo que eu precisava: endereço do hostel em Atenas, principais direções pra chegar na Apple Store em NY de metrô e detalhes do vôo.

Pousei em NY, checkout, alfândega, checkin de novo, fui perguntando e me achando, trem pra sair do aeroporto, baldeação no metrô e cheguei no Meat Packing District. Cheguei na esquina que eu tinha anotado no caderninho, 14st com 8av…não tinha apple store não, acho que anotei errado e eu nem sabia que horas eram e se estaria aberta, perguntei pra duas pessoas na rua que não sabiam onde estava a loja,  anda mais um pouquinho, Starbucks, ótimo! Conectei o computador na internet e ainda tomei um café. Como tinha meia hora pra loja abrir, e descobri que eu estava há uma quadra, resolvi sentar e começar este relato aqui, já que vim os 45 minutos no metrô olhando as pessoas ao redor conectadíssimas e pensando na vida sem celular.

No cantinho do starbucks, onde eu esperava meu café ficar pronto, tinha um display cheio de cafés e lanches “mobile order, pickup here”, e as pessoas entravam, iam neste display, pegavam seus cafés que tinham solicitado pelo aplicativo e saíam, sem nem dar oi pra ninguém, sem nenhuma interação humana, sem a tia do starbucks nem gritar seus nomes…que aqui no caso fiquei como “Mirena” mesmo. Nem sei se já existe este sistema no Brasil, mas como o mundo está online, não? Isso é muito Black Mirror! Ainda prefiro o tradicional café da padaria da esquina, daqueles que quando você senta no balcão, te perguntam “o mesmo de sempre?”

9:00, abriu a loja, fui lá, comprei o vício, digo, iphone, configurei, voltei pro WhatsApp e já passei o dia fazendo stories, afinal tô à toa, tô viajando, tô sozinha, né não? Vida normal que segue.

Sobre passar um dia em NYC, pra quem tem escala aqui, segue minha #dicaamiga: usem o airtrain e metrô pra chegar na cidade (US$ 8 cada perna), ir para Meat Packing District, passear no parque suspenso High Line e almoçar no Chelsea Market. Pra mim, é meu programa preferido em NY! Agora, se você nunca veio a NY, e quiser focar no mais tradicional, faça a 5a Avenida com Central Park e Times Square, e um lanche no Shake Shack (amooo o veggie deles de cogumelo). E se tiver uma noite, escolha um musical da Broadway, mas minha dica de ouro vai pro musical off broadway “Sleep no more” no McKittrick Hotel, uma experiência teatral de Shakespeare, onde você entra na cena, participando pelos 5 andares de peça…ai que saudades!! queria dormir uma noite aqui só pra ter esta experiência de novo… ❤

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s