Sri Lanka

Sri Lanka, onde?

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Há um ano atrás eu conhecia o Sri Lanka, mas resolvi contar só hoje sobre esta experiência porque me veio toda a memória do ano passado, então voltei lá nas minhas anotações, tabelinha de gastos (engenheira ela) e fotos, e montei este relato aqui. Estava eu na minha terceira semana de curso de formação de Yoga na Índia em outubro de 2017, o clima estava cada vez mais quente, eu cada vez mais coberta (em ashrams também precisamos cobrir ombros e pernas) e a quarta e última semana do curso se aproximava com uma vontade louca de ir pra praia. Eu estava em Nashik, ao sul de Mumbai e pensei que poderia ir para as praias de Goa ou Kerala na Índia mesmo. Porém, um belo dia, por sincronicidade de conversas diferentes, 2 pessoas citaram suas viagens ao Sri Lanka, que eu confesso que nem sabia se era na Ásia ou na África (geografia nunca foi meu forte)…olhei no mapa, bem ao sul da Índia, pertinho, com praia…entrei no site do Worldpackers e tinha oportunidade de work exchange em hostel (troca de 20 horas semanais de trabalho por hospedagem e refeições), então me candidatei à vaga, comprei minha passagem e uma semana depois estava indo passar um mês  neste país tão pouco visitado (especialmente por brasileiros).

Bom, minha ida ao Sri Lanka foi mais pra curtir uma praia e ter a experiência de work exchange (que conto neste outro post ) do que pelo país em si, mas acabei sendo surpreendida por um destino incrível (e muito barato)! Logo me encantei, vi que é um país com muito pra se visitar, e tentei explorar ao máximo, mas não estive nas montanhas do norte, por exemplo, e nem litoral leste que conheci muita gente vindo de lá.

Pousei em Colombo, mas nem cheguei a conhecer a capital, dia seguinte de manhã já peguei um trem pra Mirissa, barato (US$ 1,50) mas pensa num aperto de quase 5 horas…sem lugar pra sentar…enfim, fui de pé quase até o final, a última hora de viagem vagou uma poltroninha que ocupei. Negombo é outra cidade ao lado de Colombo que dizem ser charmosinha, mas eu estava tão sedenta por praia, que pulei esta parte e fui logo pra Mirissa.

Mirissa é a praia que escolhi ficar e onde arrumei o job no hostel, dá pra passar dias nela, é calma e linda com pôr-do-sol especial, os hostels costumam custar US$ 10 com café da manhã (tanto o My Hostels que eu trabalhei quanto o Hostel First que visitei) e de Mirissa também dá pra fazer uma trilha pra Secret Beach, uma prainha isolada que eu amei e acabei indo vários dias. 

Em Mirissa dá pra alugar caiaque, stand up padle, sair de barco, fazer snorkeling ou sentar em alguns dos restaurantes com espreguiçadeira na praia e relaxar o dia todo, é uma vibe muito parecida com a de algumas ilhas na Tailândia, mas ainda com pouca exploração turística, então é menos cheio e tudo é muito barato! 

Um prato em restaurante custa de 300 a 700 rúpias, que equivale a 2 a 5 dólares, a cerveja Lion 600ml custa US$ 2 no horários de happy hour (que tem promos) e US$ 3 na balada.

Não é toda cidade que vende álcool fora dos bares, por exemplo em Mirissa pra comprar em supermercado precisa de uma licença que só os moradores possuem. Já em Weligama (que dá pra ir de tuk tuk) se compra álcool em loja especializada para trazer pra casa. Mas a famosa bebida é o arrack, uma espécie de rum que custava US$ 2 a garrafa e tomávamos com coca na baladinha (arrack attack é o drink ;-). Falando em balada, gostei muito da organização deles, como a praia é larga e cheia de bares, mas não tem tanto turista como nas ilhas da Tailândia, todos os bares funcionam pra happy hour, mas após as 11 apenas 1 por dia da semana abre pra balada, assim não tem dispersão e concorrência, eles se organizam, anunciam em cartazetes a programação semanal e sinalizam qual o bar da noite com um holofote na areia (tipo aquele holofote que chama o batman). O problema de ser o mesmo holofote migrando de bar em bar é que é o mesmo DJ que acompanha, e todo dia é a mesma playlist (risos…)

E assim todo dia tem baladinha pé na areia! Sem pagar pra entrar e com drinks baratos. Durante o dia, além de curtir a praia de Mirissa, fui também em lugares próximos visitar, Matara é a maior cidade com bons restaurantes, Galle Fort é uma pequena Holanda dentro de um forte, com hotéis boutique, restaurantes e sorveterias artesanais (que eu tive a sorte de visitar com uma holandesa hóspede do hostel) e Weligama é uma praia boa pra surf, com aulas, aluguel de prancha, reggaes a noite e vários surf camps. Também fui a algumas praias em Unawatuna, mas acho que dei azar com o tempo, porque no google imagem a água parecia transparente mas quando eu fui estava escuro pela chuva.

Conheci apenas este litoral sul do país, que eu considero a “Tailândia ainda não descoberta” pela beleza natural, poucos europeus estão começando a explorar mas no mês todo eu conheci apenas um sulamericano na região.  Mas para visitar o Sri Lanka precisa se atentar à época de monções que é diferente em cada região do país, por exemplo eu fui em outubro e era seca no litoral sul, já minha amiga visitou em maio e explorou o litoral leste, principalmente Arugam Bay, aliás para roteiros de Ásia super indico o trabalho dela, agente de viagens nômade digital, podem buscá-la no insta: @mari.seligardi!

Depois destas semanas trabalhando no hostel na praia, eu só tinha poucos dias livres antes de voltar pra Índia, então fui conhecer as montanhas de Ella, no centro do país, uma cidadezinha muito charmosa que parece Campos do Jordão. Eu fui de ônibus local, numa longa viagem de 7 horas (que custa US$1) sendo a única turista em meio aos locais, mas muita gente vai de trem. Ella é uma cidade pequena, cheia de cafés e massagens baratas, e o mais gostoso de fazer são as trilhas nas montanhas pra visitar os pontos turísticos: Nine Archs Bridge, Ella Rock, Little Adam’s. 

Ella é muito famosa pelo trem que chega nela vindo da cidade Kandi, é considerada uma das rotas de trens mais bonitas do mundo, e geralmente os turistas chegam na capital Colombo, pegam um trem pra Kandi e depois seguem nesta rota linda de trem de para Ella. Eu fiz o contrário, cheguei do litoral em Ella e fiz a rota linda de trem pra Kandi ao contrário, mas a rota é a mesma, e é mesmo muito linda, são horas de paisagens montanhosas e plantações, num trem antigo. Passeio maravilhoso!!

Outra atração turística famosa no Sri Lanka são os safaris, que eu não cheguei a fazer, o país tem quase 20 parques e reservas nacionais, e muitos com safaris, e alguns até com pernoite em cabana e jantar em roteiro de luxo. Aliás, o Sri Lanka começou a ter muito resort babado pra quem gosta de turismo de luxo, mas a preços mais razoáveis que Tailândia e Indonésia.

É isso, um pequeno país asiático, com forte influência das ex colônias portuguesa e holandesa, rodeado de um litoral lindo e com uma cadeia montanhosa maravilhosa! Pessoas simples, com feições parecidas a dos indianos, comida boa e roteiros muito, muito baratos! Completamente fora da rota da maioria dos mochileiros brasileiros pela Ásia, mas vale a pena incluir! 

Eu incluí e amei!

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