Empreendendo

Kell Haller mudou a rota

20190126_153500

Duas engenheiras trabalhando no varejo, foi assim que eu conheci a Kell, há 6 anos atrás. Trabalhávamos juntas, ela responsável pelo planejamento de demanda e compras de produtos e eu responsável pelo trade marketing e comercial….blablabla, papo chato este de cargos, vamos pular esta parte.

Mas a gente trabalhava lá, no mesmo ambiente, mesma firma, mesas separadas, gestões separadas, e vira e mexe uma estava ajudando a outra nas inaugurações de loja e datas comemorativas. A gente tinha muito em comum, engenheiras, planejadas, certinhas, num varejo louco que muda o tempo todo, e ainda nos encontrávamos pros papos holísticos sobre anjos, hipnose, terapias, comunicação não violenta, reike, e assim vai…

Aprendemos demais no varejo, aprendemos a mudar a rota, porque varejo é isso né? Uma escola! E eu aprendi demais nas trocas que tinha com a Kell, nos cafés e almoços, lembro direitinho de uma inauguração de loja no Recife, ambas descolando um adesivo filho da put@ da vitrine com aquelas colas que agarram no vidro, no meio da tensão do natal, e lá estávamos nós, plenas na vitrine, conversando sobre terapias holísticas. E a gente era daquele tipo que punha a mão na massa sempre!

A palavra “resiliência” aprendi com ela, não por que ela queria me ensinar não, porque ela era o exemplo de resiliência na firma. E até quando ser muito resiliente é bom? Resiliência pelo dicionário é a capacidade de se adaptar facilmente às mudanças, ou a capacidade de um objeto de retornar a sua forma original, mas deve machucar pra um objetivo sair e voltar pra sua forma original tantas vezes! E a Kell estava lá, mostrando ser uma fortaleza, mesmo com as condições mudando o tempo todo, ela sempre se adaptava, imagino que devia machucar, mas ela estava sempre lá, firme. 

Trabalhamos 4 anos na mesma firma, fomos nos conectando cada vez mais, até psicóloga ela me recomendou num momento que eu queria muito começar terapia, e foi indicação certeira: fiz 3 anos de terapia com esta indicação e me descobri muito. 

Até o dia que a Kell e eu fomos desligadas, no mesmo dia! Uma às 8h da manhã, a outra às 9h. Mas como dizia uma amiga minha, energeticamente já não estávamos na firma, estávamos desconectadas daquele espaço de trabalho, então não foi surpresa, recebemos a notícia de forma madura, marcamos de ir ao sindicato juntas dia seguinte assinar os papéis e já fomos de legging e tênis pra curtir o dia no parque depois! Lembro muito daquela manhã de parque, água de côco e planos, em plena terça-feira!

Naquele momento, já falávamos de reike e thetahealing, e a Kell logo foi fazer os primeiros cursos de Thetahealing, foi uma decisão certeira na vida dela! Após ela realizar o básico já me deu uma sessão, e me ajudou a derrubar uma barreira de medo que eu tinha de me jogar no sabático pra me descobrir em uma nova profissão…e olha que após dois anos também estou me descobrindo no thetahealing como uma nova profissão…

Naquela época, a Kell logo foi trabalhar em uma nova firma, mas foi por poucos meses, porque no fundo ela sabia o que queria: trabalhar com cura e energia. Em paralelo, ela se formou em mais de 10 cursos do Thetahealing, foi até a Espanha ter formações como instrutora e em poucos meses largou a firma e passou a se dedicar 100% com o que queria:  atendimentos e cursos de Theta!

Foi uma decisão fácil? Mudar da estabilidade para o novo nunca é fácil, exige coragem, mas se não tentarmos nunca saberemos. Tem o salário que cai certinho todo mês no mesmo valor? Não. Tem a segurança financeira, plano de saúde, 13º? Não. Mas ela está feliz e confiante. Porque quando a gente faz o que ama, manifesta positivo, corre atrás, o resto vem.

Esta decisão também não foi fácil porque o marido da Kell tem uma profissão fora do “comum”: é mágico e hipnólogo. Então os ganhos dele são sazonais, dependem dos eventos! Ter o salário da Kell antes, caindo redondo todo mês era uma segurança para ambos. Aliás, se ela fosse escutar muitos palpites que escutou na vida, nem com ele estaria há 12 anos, pois foram muitos julgamentos ao que seria um relacionamento ideal, afinal, “mágico, né?”. Mas o que é um relacionamento ideal? Pra Kell é onde existe amor, respeito e admiração e é valorizando as diferenças que um impulsiona o outro. Agora ambos resolveram viver e se entregar a seus verdadeiros propósitos! Hoje o Paolo também embarcou no Thetahealing e apoia a Kell nos cursos! Sobre as contas pra pagar? Ainda existem e estão sendo pagas. Confie, trabalhe no que você ama, que o dinheiro virá. 

Porque eu queria contar a história dela aqui? Porque eu a admiro e queria inspirar muitas outras mulheres a não ficarem em suas zonas de conforto. Inspirar a escolherem seus boys pelo amor e companheirismo e não pela segurança financeira ou social. Inspirar a se dedicarem às profissões que sonham em trabalhar, e não às que estão em suas zonas de conforto!

Ah! E sobre o Thetahealing, passo a palavra à Kell que está neste mundo há bem mais tempo que eu: “ Nós construímos nossa vida a partir de nossas crenças, muitas estão no nosso inconsciente, aproximadamente 90% do que fazemos é inconsciente segundo a ciência. Mas calma, nem tudo é ruim!!! Com o ThetaHealing conseguimos acessar esses padrões inconscientes e mudar aquilo que a pessoa entende como limitante. Ao reconhecer todos os aprendizados que aquele padrão trazia pra pessoa, re-significamos e a partir daí a pessoa pode criar algo novo pra si, inclusive se livrar de doenças físicas. ThetaHealing (cura da alma) é uma técnica de autoconhecimento e transformação , com diversas ferramentas fantásticas e com uma energia de puro amor que trabalha 3 pilares importantes: mente, corpo e espiritualidade.” Kell Haller.

É isso! E pra quem tem interesse em uma sessão ou formação em Thetahealing em SP, super indico esta minha amiga! O contato da Kell: (011) 98342 9453.

E espero ter inspirado mais gente por ai!

Empreendendo

Cacau mudou a rota

cacau.jpg

Eu não lembro exatamente a primeira vez que a gente se falou pelo Instagram e nem como uma achou a outra, mas a sintonia de mulheres que viajam sozinhas é assim, a gente simplesmente se conecta, e vira best friend! Eu acho que nos falamos a primeira vez quando ambas estavam na Indonésia, porque Bali enamora… e compartilhamos da mesma lágrima ao deixar a ilha (apesar de nunca termos nos visto ao vivo), aí não paramos mais de trocar mensagem, sobre dica de hostel, de airbnb, causos do tinder, bafões e etc…

Mas eu lembro bem a primeira vez que conversamos mais profundamente após algumas trocas de dicas de viagem, e foi sobre “como esquecer um boy”! hahahaha logo usei a dica de um texto do blog dela e apaguei o contato do grego do meu celular, porque né? O fim já estava decretado desde o começo, eu que ainda criava expectativas sozinha. 

E naquela noite conversei com a Cacau, e conheci um pouco da vida dela, ela tem um blog que narra recomeços, um Instagram de viagens, um carisma incrível e um sorriso largo! Escreve tão bem que está lançando um livro. De repente estávamos amigas, destas amizades virtuais que nunca nos vimos mas conversamos quase todo dia, tanto que parece até que estamos viajando juntas.

Até que um dia batemos um papo, e foi numa live no instagram, resolvemos nos conhecer “ao vivo”, e então conheci sua história! 

Cacau Ribeiro tomou um pé na bunda do marido após um relacionamento de 15 anos e do emprego que mantinha firme há 2 anos, após 11 anos na empresa anterior. Ela podia ter entrado nas cobertas e só lamentado a vida pro resto dos dias (opa, cobertas não, ela mora no Ceará…mas ela poderia ter se isolado em casa). Houve luto? Sim, e o luto precisa ser sentido mesmo, para nos reconstruirmos, como dizem aqui na Índia: moksha (morte para ressurreição). Mas o luto dela durou 3 meses de cama, onde ela perdeu alguns kilos e ganhou apoio de psicólogos…não foi fácil, nunca é, mas a Cacau aprendeu a recomeçar! 

Logo ela pegou estes limões que a vida lhe deu e fez uma bela caipirinha! Embarcou pra dois meses de Itália e Grécia!

Depois disso a Cacau se (re)descobriu viajando, após os 30: teve Indonésia, retiro na Tailândia, Paris, Londres, Lisboa, pé na estrada! Saiu explorando o mundo sozinha! Antes deste período ela já havia conhecido alguns lugares do Nordeste Brasileiro, Estados Unidos e Canadá em suas férias, mas nunca desta maneira, livre, sem planos e sem a necessidade de voltar com data marcada. 

Pra Cacau sempre acaba tendo uma data de volta, canceriana ela, sente saudades de casa e volta entre uma viagem e outra. Não é do estilo dela passar 20 meses longe de casa como eu, mas cada uma do se jeitinho, nós vamos explorando o mundo às nossas maneiras. A Cacau se permite passar estes meses sozinha desbravando o mundo e se conectando com as pessoas ao redor, da poltrona ao lado no avião, aos colegas de hostel até às instafriends, conectadas por esta rede online de mulheres viajantes!

Neste período ela voltou a escrever, começou a escrever suas reflexões em um blog onde  narra recomeços, encoraja outras mulheres a seguirem seus sonhos, dá dicas, conta das viagens, fala dos dias de luta e dos dias de glória. E agora está lançando seu primeiro livro! 

Ela também abriu uma agência de marketing, a Mrs Marketing, e virou empreendedora! E hoje concilia uma vida de Home Office onde se divide entre o livro, reflexões pro blog, projetos da agência e os planejamentos da próxima viagem. É fácil? Não, tem que batalhar muito pra seguir os sonhos, mas é gratificante, é real, está acontecendo, e isso que importa!

São mulheres assim que inspiram, inspiram a mudar, a seguir a intuição, realizar os sonhos, a descobrir o mundo e junto se descobrirem! Eu amei conhecer a Cacau, e por isso quis dividir um pouco da história dela aqui!

Ah! E se você ficou curiosa em como esquecer o boy, leiam este texto maravilhoso da Cacau!

Empreendendo, Vida alternativa

Mari Luz mudou a rota

mari

Nos conhecemos na última “firma”, departamentos diferentes, mas próximos, como era uma startup, e o time ainda pequeno, entre um happy hour e um coquetel de inauguração de loja, logo nos conectamos, ambas solteiras, nos 30 e poucos, após algumas separações conturbadas, vivendo a vida de forma entregue, ali nos conectamos, viramos amigas e não nos desgrudamos mais. Acho que nos conectamos mesmo em uma balada sertaneja pós inauguração de loja em BH, daquelas que a gente nem lembra quem a gente pegou, daquelas que não sabemos nem como fomos parar no hotel, e fomos acordadas por alguma amiga sã pra pegar o avião e voltar pra São Paulo pra trabalhar, daquele jeito, com a roupa do dia anterior, socando tudo na mala e com bafo de vodca, daquele jeito…mas assim é a Mari, intensa, como eu, e pura luz, agarrei que nunca mais larguei.

A Mari trabalhava no Trade Marketing, mas pouco depois descobri que era formada em turismo, e logo entendi sua paixão por viagens, quando fomos juntas pro México de férias, após já termos viajado pra Caraíva e Alter do Chão em dois réveillons, ô delícia que é viajar com ela, pura energia! Ela é daquelas que em viagem vive apenas o presente, agradece o tempo inteiro estar ali, sorri, gargalha, dança, brinda e de vez em quando solta um “ai que saudades da cadeia!”

Mas logo houveram mudanças na estrutura da firma, e meu time dobrou de tamanho, ganhei a área de Trade Marketing e com ela veio a Mari Luz, que nesta altura já era daquelas best friends…fiquei com medo, muito medo de ter uma amiga na minha equipe, medo de misturarmos as coisas, da amizade esfriar após um momento tenso de trabalho, enfim, de dar ruim… e um ano depois, deu ruim (mas hoje olhando sob outra perspectiva, vemos que na verdade deu bom), explico: após outra reestruturação da firma optamos (eu e a diretoria) por extinguir alguns cargos, algumas funções, e naquele momento eu teria que desligar a minha amiga Mari Luz. Me senti fraca por não conseguir encaixá-la em outra área,  me senti desleal por fazer isso com uma amiga, me senti um lixo,  aquele momento tá nos top 5 mais difíceis da minha vida corporativa.  No momento do desligamento eu chorei, enquanto ela escutou tudo com o maior profissionalismo e compreensão…1 ano depois, eu que fui a desligada da vez, e entendi perfeitamente a postura dela, senti o mesmo, me senti plena no meu desligamento, acho que energéticamente já não estávamos conectadas com aquela função, aqueles desafios, aquela corporação, já queríamos algo mais que não sabíamos o que era, mas também faltava a coragem de nos desligarmos.

Enfim, voltando ao ano anterior: tive que desligá-la, com muito medo de perdermos nossa amizade pra sempre, mas no fim do dia ela me ligou “Má, tá tudo bem, eu entendo o momento da empresa”. “Então vamos tomar um vinho em casa?” e naquele mesmo dia enchemos a cara em casa fazendo planos de viagens e próximos passos pra vida da Mari Luz. Um ano depois, repetimos o tradicional vinho da demissão, no meu desligamento, onde ela palpitava nos destinos do meu sabático com o habitual brilho nos olhos quando o tema é viagem.

A Mari ainda seguiu na vida corporativa, mudou de firma, continuou no Trade Marketing, ela realmente brilhava nas convenções de venda, fazia cada evento de emocionar, mas seguia sentindo que faltava algo estando na vida corporativa, mais 10 meses e lá estava ela novamente no mercado, mas desta vez não buscava emprego.  Aí entra a vida com seu papel de encaixar tudo, como ela é pura Luz, e faz amigos por onde passa, já foi convidada pra se unir a uma agência de eventos corporativos, trabalhando pontualmente nas produções dos eventos e prospecções, uma vida completamente diferente do que estava acostumada, sem horário de trabalho, tendo às vezes a terça-feira livre pra tomar sol na piscina, mas o sábado pra virar madrugada montando palco, o retorno financeiro também  não caía mais todo dia 30, recebia conforme os eventos surgiam, mas resolveu arriscar, e ser feliz. Com estes meses trabalhando com eventos, veio mais experiência na área e a CORAGEM, coragem de tirar um de seus sonhos do papel (ou da maleta turquesa em seu quarto que ela guarda todos os sonhos por escrito).

Esta semana ela lançou o seu próprio negócio: “um+um, assessoria para casamentos de duas ou de dois”. Ahhhh que orgulhooooo!!! Bom, a gente só tem amigo beeee, né?, vivemos mesmo é no  Vale dos Homossexuais, e simplesmente amamos, é lá que nos sentimos mais em casa, não tinha como ter um negócio mais bonito pra ela se dedicar. Existe hoje esta lacuna no mercado, um olhar específico pra celebrações homoafetivas, o protocolo é o mesmo em um casamento gay ou hétero? O discurso é o mesmo? O cuidado é o mesmo? Quem entra primeiro entra as duas noivas? Não há certo nem errado, mas o que a Mari vai se dedicar é a organizar os casamentos dando este olhar mas carinhoso, entendendo o casal e celebrando o amor, da forma mais linda!

Ah Mari, já vivemos tantas coisas, foram tantos carnavais, tantos vinhos filosóficos, tantas festas, áudios longoooos, declarações de amor, e até uns boys em comum, mas tudo bem, né? Eu tô muito feliz por este seu momento, e quis compartilhar aqui, pra quem sabe com esta história não encorajar alguém aí a correr atrás dos seus sonhos de empreender, ou de seu casamento.

O que eu quero dizer, é que às vezes não importa no que nos formamos na faculdade ou no curso técnico, não importa os sonhos e aspirações que tínhamos nos nossos 20 anos, nós mudamos! Nossos sonhos  não são os mesmos a vida toda, não somos as mesmas pessoas que tinham aqueles sonhos, podemos mudar a rota aos 30, 40, 50, quando for, de repente vem um click e a coragem, outras vezes a vida se encarrega de dar um empurrãozinho e basta agarrar a oportunidade!